Os Discursos do Senhor Jesus: O Testemunho do Pai acerca de Jesus
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Neste estudo, que conclui a análise do capítulo 5 do Evangelho de João, o Senhor Jesus nos ensina que, como homem, dependia inteiramente do Pai para realizar Sua missão: “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo, e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai, que me enviou” (João 5:30). O texto nos mostra ainda que, no juízo final, os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida, e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação. Fazer o bem, segundo o conceito de Deus, significa praticar boas obras a partir da salvação, que recebemos pelo arrependimento e pela fé no Senhor Jesus, sendo capacitados pela operação do Espírito Santo.
O boletim destaca os testemunhos a respeito de Jesus, que são necessários e definitivos. O primeiro é o das obras que o Pai Lhe deu para realizar — obras profetizadas no Velho Testamento, como a cura de cegos, surdos, coxos e mudos (Isaías 35:5-6; 61:1), que atraíram Nicodemos ao Senhor. O segundo é o testemunho do Pai, dado de forma clara e definitiva no batismo de Jesus nas águas do rio Jordão, quando uma voz dos céus declarou: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3:16-17). O terceiro é o testemunho das Escrituras: “Examinais as Escrituras… e são elas que de mim testificam” (João 5:39) — Jesus está profetizado em todos os livros do Velho Testamento, desde Gênesis até Malaquias, como a semente da mulher, o cordeiro sacrificado, o maná, a Rocha ferida, o Sumo Sacerdote e o refúgio das Cidades de Refúgio.
O texto também traz uma advertência séria sobre a condição espiritual deficiente dos judeus religiosos, que amavam sua tradição mais do que a própria Lei e não tinham o amor de Deus, pois rejeitavam a operação do Espírito Santo. Recebiam honra uns dos outros, sem buscar a honra que vem somente de Deus (João 5:44) — advertência que líderes religiosos, em particular pastores e diáconos, devem atentar: não busquemos posições de honra nem sejamos exaltados por homens, pois, na Obra de Deus, só é digno de toda honra, louvor e glória o Senhor Jesus e Deus-Pai. A conclusão reforça a natureza divina do Senhor Jesus: Ele é o Deus que criou todas as coisas, a Palavra que se fez homem, e continua na eternidade a existir como homem, com um corpo glorificado.
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